Sobre

O Núcleo Ajeum é formado por um grupo de artistas que pesquisam em suas danças contemporâneas as narrativas africanas e afro-brasileiras.

Está sediado no bolsão periférico da zona sul da idade de São Paulo, mais precisamente entre as regiões do Jardim São Luis, Campo Limpo e Capão Redondo. A própria identidade do grupo foi sendo constituída e transformada em sintonia com as suas criações. Inicialmente o Núcleo era conhecido como Núcleo Djalma Moura e hoje entendemos que a prática do Núcleo ocorre de forma coletiva, assim como no ritual de comer junto, AJEUM.

O Núcleo AJEUM pesquisa o corpo negro e sua cosmovisão de mundo, investigando o universo pluridimensional dos terreiros de candomblé, as liturgias africanas e afrobrasileiras e os seus orixás. Neste processo tem se interessado nas transformações corporais e emocionais que estes espaços de celebração e resistência negra dão as incorporações, aos transes e ao corpo que se manifesta no coletivo. As obras coreográficas do grupo têm sido criadas a partir da conexão entre fisicalidade e emoção onde o corpo das danças negras dos terreiros de candomblé, são ressignificados em suas múltiplas possibilidades de descoberta pela dança contemporânea.

O Núcleo busca em suas produções ampliar seu espaço de atuação. As obras criadas têm sido apresentadas tanto em espaços convencionais como teatros e centro culturais, como na rua e em outros espaços abertos. Como forma de criar memória sobre sua produção e acessar outros públicos criou a Revista AJEUM (2019) e está preparando um documentário sobre dança contemporânea e cultura negra periférica. Outros processos voltados à formação e informação do público jovem das periferias tem estruturado a identidade e os objetivos do núcleo enquanto produtor e difusor de conhecimentos sobre dança negra periférica.