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Danças Contemporâneas: Procedimentos para Transformação.

A partir dos procedimentos de criação e experimentação da trilogia criada por Djalma Moura – “BOI DA CARA PRETA”; “Depoimentos para fissurar a pele” e “AJEUM”, as práticas das Danças Contemporâneas traz à tona via poros, pele, pelos, articulações, ossos e sons danças que acionam o encontro entre corpo humanizado e o animal a surgir, como evocar o devir-animal de cada sujeito e suas possibilidades de transformações.

O processo devir-animal é deveras difundido a partir de uma lógica hegemônica no qual Deleuze Guattari está inserido, para estas práticas em dança Djalma Moura utiliza-se dessa proposta evocando epistemologias afrodiasporicas e afro-brasileiras, como Oya – Iansã — e seus processos de transformações. VENTO, BÚFALO e BORBOLETA para então arrebatar e compreender os corpos diversos, plurais e singulares de cada participante e o quanto cada corpo se instaura em qualidade de movimento e produção de estados corporais.

Oya – Iansã – orixá feminina, guerreira, mulher poderosa, sedutora de delicadeza singular. Conhecida por chegar ao local da guerra e todos os outros pararem para vê-la passar. Aquela que detém o poder dos ventos e das tempestades; que se transforma em búfalo destemido e que disfarça e descansa nos ares em forma de borboleta.

A partir de suas filosofias, simbologias e imaginários as práticas de dança se constrói enquanto ferramenta dramatúrgica ao decorrer dos encontros. Para além de resgatar as movimentações dos pés desse orixá, propõe experimentar e reinventar as movimentações que surgem a partir das qualidades físicas e sensoriais dessas três qualidades específicas, VENTO, BÚFALO E BORBOLETA.